submersos em detalhes sem sentido.
E o amor partiu, sem rumo, mundo afora...
Tristonho, aniquilado, dolorido.
Perdemos a ternura que houve outrora,
feriu-nos o ciúme desmedido;
restou-nos o relógio, que hora a hora,
nos cobra um sonho, ao desamor, banido.
Quem somos, que fizemos da ventura?
Por que nos condenamos à tortura
de um caminhar de infinda solidão?
Nós somos alma, vida, coração...
Sou tua, és meu... Não há outra verdade:
sou teu princípio, és minha eternidade!
- Patricia Neme -
(vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=SyqkDBiW3vA)

Quedo-me extasiada!
ResponderExcluirQue maravilha! Aflora-me o pranto. E a musa vai esperar a eternidade?
Embora saiba que que o poeta canta o "eu lírico" , o soneto enclausura-se em mim. Veste-me as fímbrias da alma. Amei.
Beijo grande da
Genaura tormin