terça-feira, 8 de novembro de 2011

DESENCONTRO


Foi tanto o tempo que jogamos fora,
submersos em detalhes sem sentido.
E o amor partiu, sem rumo, mundo afora...
Tristonho, aniquilado, dolorido.

Perdemos a ternura que houve outrora,
feriu-nos o ciúme desmedido;
restou-nos o relógio, que hora a hora,
nos cobra um sonho, ao desamor, banido.

Quem somos, que fizemos da ventura?
Por que nos condenamos à tortura
de um caminhar de infinda solidão?

Nós somos alma, vida, coração...
Sou tua, és meu... Não há outra verdade:
sou teu princípio, és minha eternidade!

- Patricia Neme -


(vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=SyqkDBiW3vA)

1 comentários:

  1. Quedo-me extasiada!
    Que maravilha! Aflora-me o pranto. E a musa vai esperar a eternidade?
    Embora saiba que que o poeta canta o "eu lírico" , o soneto enclausura-se em mim. Veste-me as fímbrias da alma. Amei.
    Beijo grande da
    Genaura tormin

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