tornando-te uma feira de ilusão,
quando há fartura ao que foi bem nascido
e ao simples falta a dádiva de um pão?
Por que Papai Noel vive escondido
dos sonhos das crianças do sertão?
E não contempla o povo mais sofrido,
que espera, implora... E o fado só diz “não”?
Luzinhas coloridas, mil presentes...
O que ilumina a vida dos carentes
e os faz acreditar que haja amanhã?
Nasceu Jesus! Coitado do menino,
que nasce em meio a tanto desatino
dessa cultura hostil, cruel, pagã!
- Patricia Neme -

Patrícia, parabéns pela sua poesia.
ResponderExcluirDescobri-a há poucas semanas, ao procurar um poema e logo coloquei o seu blog nos meus favoritos. Fiquei contente por descobrir poemas e, mais, uma mulher a escrever tão bem. A sua escrita é bem ao ritmo do meu coração.
Obrigada e que Deus a abençoe!