domingo, 11 de dezembro de 2011

OBSESSÃO



Minh’alma peregrina num chão constelado
por gotas pequeninas dos sonhares meus...
Percorre cada sonho e em cada passo dado,
revive a dor maior contida em teu adeus.

Por mais voltas eu dê, estás sempre ao meu lado...
Quando eu me penso em mim... Estou nos braços teus.
Replanto-me em futuro e nasço no passado...
Que voltes para mim... É o que mais peço a Deus!

Eu sei, eu não devia, foi tua a partida...
Então, por que me rondas, de forma aguerrida,
quer quando raia o sol, quer seja anoitecer?

Por que te assenhoraste da paz dos meus dias,
por que sempre te encontro pelas cercanias
das sendas que percorro, para te esquecer?

- Patricia Neme -

2 comentários:

  1. Bonito versejar! Sempre o amor! AH, esse amor que dá sentido a vida e nos faz sofrer tanto. Parabéns, poeta!

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  2. "...pelas cercanias das sendas que percorro para te esquecer...". Lindo, Patrícia. Gostei muito do soneto. Beijo no coração!

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