as flores não verão a primavera.
A terra é morta... Já não tem alento...
Morreu pela tristeza que há na espera.
Serena, dor, abafa o teu tormento...
Não vês? A jura foi vã, insincera...
Entrega-te ao torpor do esquecimento;
e entende: o amor é só tola quimera.
Os sonhos? Joga ao vento e dize adeus,
só guarda os passos dos caminhos teus...
E segue, mesmo além da tua vontade.
Serena, dor, serena, eis que amanhece...
Contempla o que o destino te oferece...
E apaga os rastros fundos da saudade.
- Patricia Neme -

Olá Patrícia,
ResponderExcluirAgora quem pede desculpas pela invasão sou eu. Abri sua página no FB e percebi o link para o seu blog. Bem, eis-me aqui e com prazer em ler sua poesia, que já nos cativa ao abrir a página.
Muito bom ter vindo aqui.
Um abraço fraterno!!!
Que beleza!
ResponderExcluirFico sempre em estado de graça ao entrar aqui!
Que sensibilidade, que ternura, que perfeição na construção e estrurura...
Além de tudo, o soneto ajusta-se tão bem nos cantos e recantos.
Uma nostalgia saudosa me arrebata e eu volto no tempo, revejo as tranças, a espera no portão de casa...
Tempo, tempo meu! Quanta saudade dolorida ainda guardo aqui na tela de lembrança!
Obrigada, amiga querida, pela partilha e por esse encontro nesta vida.
Beijo grande da
Genaura Tormin