sábado, 21 de janeiro de 2012

SILÊNCIO...


Serena, dor, serena teu lamento,
as flores não verão a primavera.
A terra é morta... Já não tem alento...
Morreu pela tristeza que há na espera.

Serena, dor, abafa o teu tormento...
Não vês? A jura foi vã, insincera...
Entrega-te ao torpor do esquecimento;
e entende: o amor é só tola quimera.

Os sonhos? Joga ao vento e dize adeus,
só guarda os passos dos caminhos teus...
E segue, mesmo além da tua vontade.

Serena, dor, serena, eis que amanhece...
Contempla o que o destino te oferece...
E apaga os rastros fundos da saudade.

- Patricia Neme -

2 comentários:

  1. Olá Patrícia,

    Agora quem pede desculpas pela invasão sou eu. Abri sua página no FB e percebi o link para o seu blog. Bem, eis-me aqui e com prazer em ler sua poesia, que já nos cativa ao abrir a página.
    Muito bom ter vindo aqui.

    Um abraço fraterno!!!

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  2. Que beleza!
    Fico sempre em estado de graça ao entrar aqui!
    Que sensibilidade, que ternura, que perfeição na construção e estrurura...
    Além de tudo, o soneto ajusta-se tão bem nos cantos e recantos.
    Uma nostalgia saudosa me arrebata e eu volto no tempo, revejo as tranças, a espera no portão de casa...
    Tempo, tempo meu! Quanta saudade dolorida ainda guardo aqui na tela de lembrança!
    Obrigada, amiga querida, pela partilha e por esse encontro nesta vida.
    Beijo grande da
    Genaura Tormin

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